Musangola da Reconciliação
Sobre este livro
“O facto de sermos uma nação que optou pela reconstrução e reconciliação, apesar da violência vivida, faz-nos pensar. Afinal, um colapso total era possível, um fim desastroso e fatal não estava longe da nossa história. Esta é admirável e faz-nos pensar. A dimensão da guerra que nós vivemos responsabiliza-nos em relação a nós mesmos e a toda a humanidade, no sentido de pensarmos os nossos actos, ou seja, pensarmos o que somos e o que somos chamados a ser. (…) A violência que manifestámos e que nós nos infringimos, mas que conseguimos ultrapassar, responsabiliza-nos diante de nós mesmos e perante toda a humanidade. Assim, temos a responsabilidade de pensar o nosso agir e o nosso ser. É preciso pensar! Esta consideração desperta-nos à vocação do angolano ao pensamento. (…) Se o filósofo é grego e o profeta é judeu, o pensador é angolano.”